Estranho neste Mundo

25 abril, 2008

Correndo atras do vento

O caminho para sombra tem sido complicado, quanto mais ando, mais o sol racha minha cabeça. Pareço estar num enorme deserto, onde a perspectiva de um fim é quase nula. De vez em quando me deparo com pequenos oasis, mas quando me deleito na água e começo a bebê-la, logo acordo com muita areia na boca e tudo desaparece. Tem sido cada vez mais dificil saciar a minha sede, começa a fazer sentido para mim a frase do livro de eclesiastes "Correndo atras do vento". Você já imaginou o que é correr atras do vento? Imagine uma busca incessante atras de algo que não se cansa. Imagine que talves você conseguiu ser muito rápido e alcançou ele, e quando você vai pegá-lo para dizer que finalmente encontrou aquilo que buscava, você descobre que ele é impegavel e ele continua a correr... sem rumo... você cai, descansa, enfrenta aquela deprê, mas sem ao menos perceber você já está correndo atrás dele de novo. Assim é nossa corrida nesse mundo atrás das coisas que nós acreditamos que vão sustentar-nos. A gente corre atrás do dinheiro, mas ele é como o vento, parece que a gente nunca alcança e quanto mais se tem, mais se quer. A gente corre atrás de satisfazer nossos desejos carnais, mas quanto mais o satisfazemos, mas ele nos aguça a querer mais. Fora os sentimentos que ocorrem nesse meio tempo. Se imagine agora com aquela vontade de comer aquela torta chifon maravilhosa, depois você vai na pão bento e compra 1 kilo e começa a se deleitar, acredito que bem antes desse kilo você começará a se sentir mal, aquele mesmo mal que você sente depois de um rodizio de pizza que você se acabou e você pensa "eu nunca mais vou fazer isso", uma semana depois você já ta louco para fazer de novo. Isso é correr atrás do vento.

14 abril, 2008

Sobrevivência, despedidas e alienações...

Ola Seres humanos que compartilham das idéias deste blog.
Quase achei que não sobreviveria a esta semana, mas graças a Deus conseguimos. Correção de provas, trabalhos, muito serviço... Continuo no sol escaldante, por enquanto...

Tinha pensando num post muito bom na sexta de madrugada, mas como tive pouco contato com a internet desde então, acabei perdendo o fio da meada, rs...

Enfim, tem sido semanas de decisões na minha vida, algumas lutas internas, mas aos poucos vou tomando um rumo.

Vamos falar de outros assuntos, domingão foi a despedida do Israel, grande amigo, que vai partir para uma temporada nos EUA. Israel é um cara diferente, tem um olhar diferente da média, sempre pensativo e tocando seu violão, vai deixar saudades. Quando der posto umas fotos da despedida e da célula lá no orkut, ou sei la onde, irei informar. Foi muito boa a despedida, foi em uma chacará perto da Uniderp agrárias, deu tempo até de eu dar um show no volei de areia, formava um trio de ferro com Ravi e o Tatão, fora os outros componentes do time que mudavam constantemente. Para variar assim que estava voltando para casa o céu se abriu, numa clara referência de "Gert compra um carro!", e uma chuva começou a cair do nada (quem mandou ficar cantando "Faz chover" durante anos em retiros). Agora, o lance da chuva é incrivel como é só um motoqueiro botar o pé na rua que o tempo se arma, acho que a mãe natureza tem algo contra os motoqueiros, só pode.

Me despeço aqui com a promessa que teremos no mínimo um post na semana, mas me esforçarei para ter dois ou mais..

Por último, só para não sair do foco do blog, deixa eu contar um pouco da minha viagem empolgante de Rio Verde para Campo Grande na sexta. Primeiro que na ida, ao descer do onibus, deixei um saquinho básico para guardar meu lugar. Quando chego na volta, um pouco atrasado já, vejo um professor (de uns 40 anos) sentado no meu lugar. Educadamente questionei: "senhor, não tinha um saquinho ai?" Ele sem graça já foi se levantando. Até ai tudo bem, porque como que o cara ia saber que um saquinho de supermercado guardando um doritos na quarta parte estaria simbolizando um lugar guardado??? poderia ser o lixo de alguém, quem sabe??? Bom!! me sentei e relaxei, quando comecei a ouvir uma vós grasnenta atrás "O lugar da frente a gente guarda para os velhos.. Fulando de tal tem problema no joelho..", voz essa que parecia que se dirigia ao nada, para que indiretamente atingisse algum destino. Educadamente olhei para o tal fulano, e ele acenou dizendo que estava tudo okay e estava quase dormindo. Continuei na minha, como que eu ia saber que o rapaz tinha um problema no joelho?? E outra, eu também tenho meus problemas na coluna, mas até ai tudo bem. Enquanto acontecia uma bagunça lá no fundo, eu pego no sono alienado de tudo como sempre, acordo já aqui em Campo Grande e ouço um bate-boca, a tal vós grasnenta continuava "Vocês vão dormir agora e eu que vou trabalhar, bla, bla, bla...", e eu ali acordando sem entender no meio de tudo como um estranho neste mundo...